Você já imaginou se fosse possível que a computação conseguisse se desenvolver sem o acompanhamento periódico dos servidores? Essa função já existe e recebeu o nome de Serverless.

O serviço de computação em nuvem é baseado na ideia de que a equipe de TI deve se concentrar mais na parte do desenvolvimento de aplicativos.

Sem a preocupação com o gerenciamento de servidores é possível avançar na criação de novas tecnologias. Legal, não é?

No texto de hoje, nós vamos falar tudo que você precisa saber sobre o serverless, passando pelo conceito da palavra, suas vantagens e os desafios para sua implementação. Confira!

O que é serverless?

Serverless ou serverless computing é o nome dado a o serviço de computação que não precisa de servidor. Esse novo modelo ainda pode ser chamado de FaaS, que em português significa Função como Serviço.

Apesar de, na tradução literal, serverless ser nomeado como “computação sem servidor”, a função não elimina a necessidade do servidor, ele apenas terceiriza completamente o serviço.

A novidade no ramo na arquitetura de software vem chamando bastante a atenção de quem trabalha com TI. Imagina poder focar só no desenvolvimento dos produtos!

Desde 2016, o serverless já é uma realidade para empresas como a Amazon, Google, Microsoft, Netflix e, mais atualmente, Nubank.

O serverless é um tipo de computação que não precisa de fornecimento externo. Ou seja, os desenvolvedores não precisam gerenciar os servidores que executam os aplicativos.

Esse modelo funciona através de um provedor cloud, como o AWS Lambda, o Azure Functions e o Google Cloud.

O provedor vai executar apenas pedaços do código. Isso significa que você só será cobrado pelos recursos que forem realmente executados por aquele código específico.

O código é executado em containers que podem ser ativados por HTTPS, banco de dados ou alertas de monitoramento. O número enviado ao provedor é escrito em forma de função, por isso o nome Funções como Serviço (FaaS).

A computação é feita através de nuvens, mas é uma abordagem diferente da realizada em servidores físicos e até virtuais.

Os servidores virtuais, por exemplo, poderiam se encaixar no modelo de PaaS - Plataforma como Serviço.

Apesar de ter ideias semelhantes às FaaS, as PaaS exigem métodos de configuração de serviço que as FaaS não precisam para seu funcionamento.

O diferencial do serverless é que ele é bem mais simples, em que você pode apenas especificar as funções que serão executadas, o que facilita também seu gerenciamento.

No serverless, a equipe de TI não precisa se preocupar com o provedor do serviço em nuvem nem com a infraestrutura e gestão dos servidores.

A implementação de um serverless permite o desenvolvimento das máquinas e dos serviços de inteligência artificial.

É claro que esse serviço vem acompanhado de grandes desafios, como vamos mostrar daqui a pouco. Continue a leitura para descobrir mais sobre o serverless.

Quais são as vantagens do serverless?

Como já adiantamos anteriormente, o serverless tira a preocupação da equipe de TI em relação aos servidores e provedores de serviço.

Com mais tempo disponíveis, os técnicos podem dedicar-se à realização de testes de ferramentas, já que não será mais preciso analisar a estrutura por trás dos códigos.

Isso faz com que o time possa focar também no trabalho de criação e desenvolvimento de novos aplicativos, aumentando a produtividade.

Além dessas vantagens, o serverless traz outros benefícios:

Suporte em várias linguagens

Uma aplicação serverless consegue suportar até quatro linguagens diferentes. O serverless pode trabalhar em Java, Node.Js, Python e C#.

O time de desenvolvedores, como vai ter mais tempo para criar novas configurações, pode ainda melhorar as habilidades de fazer gerenciamento nessas novas linguagens.

Auto scaling

O auto scaling diz respeito à habilidade do serverless de realizar a escalabilidade de forma automática. Isso faz com que os recursos aumentem de acordo com a demanda.

Além de eliminar a necessidade de que os desenvolvedores se preocupem com as adaptações, a escalabilidade serverless tem a vantagem de ser quase infinita.

Economia de recursos e de espaço

Na era do Big Data, o tamanho dos data centers tem ficado cada vez maior. Para manter todos os dados armazenados nas condições ideais de temperatura, o gasto com energia elétrica é bem alto.

O espaço físico deve ser grande para conseguir manter o volume da aparelhagem. Enquanto isso, o serverless otimiza essa necessidade de recursos.

Para que o serverless funcione, ele utiliza os recursos apenas quando necessário, evitando desperdícios de tempo, de energia e de armazenamento.

Redução de custos

A redução de custos permitida pelo serverless tem tudo a ver com o que acabamos de falar. A utilização de recursos somente quando os dados forem necessários ajuda também na previsão.

Em um servidor comum, é necessário prever a escalabilidade para garantir sua disponibilidade completa. A maioria dos recursos acaba ficando ociosa, gerando perda de investimentos.

Enquanto isso, no serverless, não é preciso fazer essa previsão, já que tudo é feito pelo provedor de serviço.

Vale lembrar ainda que o cliente vai pagar apenas pelo tempo que o serverless foi acionado. Dessa forma, ele só para pelo tempo de execução da aplicação.

Segurança

A arquitetura serverless foi feita pensando na segurança da informação. Os dados são todos anônimos e criptografados.

Um outro ponto de segurança diz respeito aos recursos de hardware. Com o serverless, os provedores de serviços ficam responsáveis por tudo, inclusive pela solução dos possíveis problemas.

Os maiores desafios para sua implementação

Assim como outros tipos de serviço em nuvem, o serverless pode ser vantajoso para organizações de todos os tamanhos. Mas é necessário tomar alguns cuidados.

Uma pergunta a ser feita antes da implementação do serverless é: tenho tecnologia suficiente para manter o serviço?

O serverless, por ser bastante recente, tem algumas limitações. Uma dessas limitações é a dificuldade de transferir recursos de uma plataforma serverless para outra.

Como os serviços oferecidos são bastante específicos, o consumidor, por vezes, fica dependente da tecnologia.

Ainda existem poucas ferramentas de monitoramento das aplicações serverless. Com isso, os contratantes ficam reféns dos provedores, que, por sua vez, possuem um formato único, dificultado a portabilidade em caso de necessidade de troca de serviço.

Cada empresa deve avaliar se vale a pena implementar o serverless. Lembre-se dos ensinamentos que mostramos acima e tenha em mente que as inovações precisam vir acompanhadas de monitoramento. Leia: Status page: a importância de manter a transparência da sua aplicação.