Não se pode mais pensar em automação, velocidade e praticidade sem focar algumas ferramentas digitais que nos auxiliam a otimizar processos. O webhook, com certeza, é uma delas.

Nos últimos anos, temos visto diversas transformações digitais, principalmente nas páginas da web. Os sites estão deixando de ser estáticos e se tornando aplicativos e serviços em tempo real.

É o chamado realtime, um conceito aplicado a TI que indica a capacidade de um aplicativo lidar com novos dados tão rapidamente de forma que tudo pareça ser instantâneo.

Temos hoje aplicativos para quase tudo que a gente possa imaginar, porém, principalmente em empresas, é necessário parar de gastar um tempo precioso levando dados de um aplicativo para outro.

E é aí que o webhook vai agir. Ele se torna um forte aliado nessa busca por agilidade e otimização de processos. E é por isso que preparamos este artigo. Ao fim dele, você terá visto:

  • O que é webhook;
  • Como ele funciona;
  • Qual a diferença entre webhook e API;
  • Porque utilizar webhook.

Ficou interessado? Então continue a leitura e saiba tudo sobre webhook!

O que é webhook?

O termo webhook está em inglês e significa “gancho web”. Ele é muito utilizado em Tecnologia da Informação, tratando-se de uma ferramenta que permite receber notificações para determinadas ações.

O webhook funciona como um gancho de programas de internet e quase sempre é utilizado para que ocorra a comunicação entre sistemas. É, então, uma maneira simples de obter um aviso em um sistema quando algo acontece em outro sistema.

Ou seja, pelo webhook você consegue receber informações quando determinado evento acontecer em seu aplicativo ou no de um terceiro. Para isso, é necessário alterar ou ampliar o comportamento de uma página da web, criando callbacks personalizados para cada evento.

Agora que você já sabe o conceito de webhook, chegou o momento de entender bem como ele funciona.

Como o webhook funciona?

Vamos pensar em um exemplo. Imagine que você faz um depósito em sua conta via caixa eletrônico. Assim que o dinheiro cai, o saldo é atualizado, e o banco envia um SMS ou e-mail avisando você da quantia recebida.

É basicamente assim que funciona o webhook. Uma ação desencadeia outra ação por meio de toda uma arquitetura utilizada para garantir a comunicação entre sistemas.

O webhook é uma solicitação HTTP POST que intervém quando algum evento acontece, o qual é notificado via HTTP POST. O webhook é usado para notificações em tempo real, o que faz com que o sistema seja atualizado quando o evento ocorre.

Os formatos de dados mais comuns utilizados nessa comunicação são JSON (JavaScript Object Notation) e XML (eXtensible Markup Language). Esses dados são armazenados em um endereço http:// ou https://.

Em outras palavras, o webhook vai enviar uma solicitação HTTP para a URL que é especificada pelo usuário. Essa URL é configurada para receber o corpo da solicitação e processá-lo de alguma forma.

Vamos voltar ao exemplo do depósito. O caixa em que você depositou funciona como um aplicativo de terceiros (provedor de webhook), que envia um sinal quando ocorre um evento específico.

O sistema do banco que vai avisar você o depósito é o URL que recebe o webhook e executa uma ação predeterminada (que, no caso, é enviar o SMS ou e-mail).

O sistema externo em que foi originada a informação que o webhook foi programado para receber seria, nesse exemplo, a sua conta bancária.

Pensando assim fica mais fácil de entender como o webhook funciona na prática, não é mesmo? Porém uma comparação que é muito feita no meio tecnológico é entre webhook e API. Você sabe qual a diferença entre eles?

Qual a diferença entre webhook e API?

O webhook, como vimos, é uma maneira de ser notificado quando um evento ocorre em seu aplicativo ou no aplicativo de terceiros que esteja configurado para se comunicar com o seu.

Já API é a sigla para Application Programming Interface (Interface de Programação de Aplicativos). Também é uma maneira de integrar sistemas, permitindo a troca de informações entre eles.

Veja um exemplo de API no nosso dia a dia: a grande maioria dos sites hoje que demandam que o usuário faça login oferecem a oportunidade de fazê-lo com a conta do Facebook. Ou seja, o site solicita seu login ao Facebook e permite que você o acesse, conectando os dois sistemas.

Apesar da aparente semelhança entre webhook e API, você precisa ter claro que não são o mesmo mecanismo!

Observe que temos apenas a interligação de sistemas separados no API. Não há a presença de notificações em nenhum deles pelo uso do outro, muito menos notificações atreladas a algum evento ocorrido – que é o que o webhook faz.

Assim, vemos que o API é uma funcionalidade que permite apenas que os aplicativos se comuniquem uns com os outros. Já o webhook é utilizado para notificar quando ocorrem certos eventos.

Em vez de estabelecer a necessidade de acessar outro sistema para ver se existem modificações, o webhook pode ser ativado e produzir notificações automáticas apenas com a ocorrência do evento.

Temos aí uma das grandes vantagens de se utilizar webhook, que é a automação. Porém, existem algumas outras, conforme mostraremos a seguir.

Por que utilizar webhook?

Como dissemos no início deste artigo, o mundo atual pede que existam automação, velocidade, praticidade e assertividade nas organizações. Isso está intimamente atrelado ao uso de ferramentas digitais.

Além disso, o imediatismo pede que as respostas sejam praticamente instantâneas tanto para o usuário quanto para o desenvolvedor, o que demanda processos como o do webhook.

Além de permitir que você tenha acesso, em tempo real, a dados oriundos de eventos ocorridos em sistemas, o webhook também traz algumas outras vantagens para quem o utiliza. Veja:

  • Processa os dados conforme você estabeleça, o que permite que você pense nas melhores maneiras de trabalhar com eles;
  • Cria informações, já que produz notificações a partir de eventos;
  • Sincroniza sistemas em tempo real, pois as notificações são geradas no momento em que determinado evento acontece;
  • Envia qualquer tipo de notificação, já que é você quem define quais eventos gerarão informações dadas pelo webhook.

Neste artigo, você viu informações como o que é webhook, como ele funciona e por que ele deve ser utilizado. Agora chegou o momento de entender um pouco mais sobre outros elementos que são ligados a ele, como o HTTPS. Preparamos um artigo sobre esse assunto para você. Leia em: O que é HTTPS? Entenda tudo sobre este certificado.