Se, com a tecnologia, vários benefícios surgiram para as empresas, alguns problemas também começaram a aparecer. Com a internet, é redobrada a preocupação com a segurança da informação.

Isso porque o número de pessoas e empresas afetadas pela ação maliciosa de outros em meio eletrônico vem subindo nos últimos anos, alcançando patamares elevados.

De acordo com o Relatório sobre Ameaças à Segurança na Internet de 2019, os ataques na web subiram, em média no mundo, 56% em 2018 em relação a 2017.

O comparativo dos dois anos também indica, por exemplo, que 48% dos arquivos maliciosos enviados como anexos em e-mails eram do Office.

A notícia não é nada boa para as empresas, que viram a média do número de ataques a seus sistemas aumentar de 42 (entre 2015 e 2017) para 55 (apenas em 2018).

Segundo o relatório, os grupos de ameaça demonstraram um interesse em comprometer os computadores operacionais para estabelecerem operações disruptivas nos negócios.

A pesquisa ainda apontou que as organizações tendem a sofrer o maior impacto de ataques que são baseados em e-mail, já que esta continua sendo a principal ferramenta de comunicação para os negócios.

Você pode se questionar se esses números realmente impactam o seu negócio, já que são referentes a nível mundial. Pois saiba que o Brasil foi considerado o segundo país no mundo com maiores números de crimes cibernéticos.

Foram 62 milhões de brasileiros afetados por esses crimes em 2017, ocasionando um prejuízo de 22 bilhões de dólares.

Por isso, engana-se quem pensa que uma empresa deve se voltar apenas para colocar em prática seu planejamento estratégico, esquecendo-se da segurança da informação no negócio.

Pelo contrário: as medidas protetivas aos dados internos e de clientes devem fazer parte dos objetivos estratégicos de qualquer organização. Sabe por quê?

Porque as informações já são parte do patrimônio dos negócios, sejam elas internas, ou seja, correspondentes à organização, ou dados de clientes.

Pense só em todos os transtornos que seu negócio pode ter se um colaborador desativa, por algum tempo, o antivírus do computador em que trabalha e faz, sem saber, o download de um arquivo infectado.

Isso pode chegar a comprometer toda a rede da empresa, corrompendo arquivos importantes para o andamento das atividades e para a própria estratégia da organização.

Imagine se você precisasse atrasar a entrega de um produto a um cliente relevante da sua carteira justamente porque todos os arquivos relativos a esse projeto foram perdidos devido a um crime cibernético!

Seu cliente ficará insatisfeito e poderá até não fechar novos contratos com seu negócio, migrando para a concorrência. Isso se traduzirá em perdas financeiras e de imagem para sua empresa.

Já deu para perceber a importância da segurança da informação, não é mesmo? Mas o que ela é de fato? Continue a leitura para entender um pouco mais sobre esse conceito.

O que é segurança da informação?

A segurança da informação é todo um processo que visa garantir a proteção do conjunto de dados de uma organização e de seus clientes.

Como dissemos, as informações hoje fazem parte do patrimônio de qualquer negócio, já que se inserem na propriedade intelectual das organizações.

Elas estão acompanhadas de conhecimentos, práticas, técnicas, processos e tecnologias, sendo que o conjunto de todos esses fatores constituem o diferencial competitivo do negócio no mercado.

Por isso, as informações têm sim valor econômico para as empresas justamente pelo fato de deverem ser confidenciais e de acesso apenas a pessoas autorizadas. Ou seja, precisam estar protegidas.

Nesse sentido, a segurança da informação está baseada em três pilares básicos que devem ser de conhecimento de toda gestão empresarial. São eles:

  • Confidencialidade – nada mais é do que a privacidade dos dados de um negócio, sendo que se deve garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso a eles;
  • Integridade – trata-se da garantia de que dados e configurações sejam alterados apenas por quem for autorizado, preservando-se a consistência e confiabilidade das informações;
  • Disponibilidade – refere-se à necessidade de os dados estarem disponíveis e acessíveis para consulta de pessoas autorizadas a qualquer momento que elas demandarem, garantindo a agilidade de processos e tarefas.

Provavelmente, você já está curioso para saber como garantir esses princípios, isto é, como colocar em prática a segurança da informação na sua empresa.

Porém, vamos primeiro explorar um pouco das principais ameaças que existem nos meios eletrônicos e que são muito comuns de atingirem organizações.

Principais riscos existentes na Internet

Se a tecnologia é algo dinâmico, com novas configurações surgindo a todo momento, o mesmo acontece com os ataques arquitetados a sistemas.

Quanto mais os softwares de proteção se desenvolvem para evitar qualquer problema, mais novos itens maliciosos são desenvolvidos pelos chamados hackers, que trabalham sempre para conseguir invadir computadores e sistemas alheios e roubar informações.

Confira, a seguir, alguns dos principais riscos existentes na internet atualmente, contra os quais você deve se precaver em sua empresa.

Vírus

Os vírus são talvez a ameaça mais conhecida por todas as pessoas, pois ou já fomos vítimas de um vírus ou conhecemos alguém que tenha sido.

Trata-se de um software ou código malicioso desenvolvido para se propagar de um computador a outro (como um vírus humano), alterando a forma como esses computadores funcionam.

O vírus se insere ou se anexa a um documento legítimo (ou até mesmo a um programa), de maneira que o usuário abra o arquivo ou instale o software sem perceber que ele está danificado.

Os efeitos dos vírus geralmente são muito prejudiciais, já que eles são capazes de corromper ou destruir dados, além de danificar softwares.

Ramsonware

A pesquisa sobre segurança na internet que apresentamos no início deste artigo também indicou que 81% das infecções por ramsonware em 2018 ocorreram em empresas. Mas que ameaça é essa?

O ramsonware é um software malicioso que, como os vírus, infecta os computadores, porém com uma atuação diferente: há a exigência de que seja paga uma taxa para fazer o sistema voltar a funcionar.

O ramsonware consegue impedir o funcionamento do sistema ao criptografar com senha os arquivos importantes ou simplesmente bloquear a tela do computador.

Essa forma de lucro criminoso geralmente é instalada através de links enganosos disponibilizados em e-mails, sites e até em mensagens instantâneas. A mesma pesquisa citada trouxe, por exemplo, que um em cada dez URLs compartilhados em 2018 era malicioso.

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Spyware

O spyware é um programa que atua como um espião, já que se instala na máquina sem que o usuário perceba, observando e coletando dados sobre atividades, como histórico de navegação.

Após ter essas informações, o spyware as transmite a uma fonte externa, sem o consentimento do usuário. O objetivo dele então é monitorar os dados.

No entanto, engana-se quem pensa que o spyware é usado apenas por indivíduos com intenções ruins. Muitas empresas estão recorrendo a esse recurso para monitorar as atividades de seus colaboradores.

Assim, elas conseguem ter uma visão do tempo que eles gastam em determinado site ou programa, identificando o usuário e controlando os acessos e a segurança das máquinas.

Phishing

O termo phishing tem origem na expressão em inglês fishing, que significa “pescando”. E é justamente isso que essa ameaça faz: os criminosos pescam dados sigilosos das vítimas que, como peixes, “mordem o anzol”.

Esse “anzol” normalmente é um link malicioso em um e-mail, que direciona o usuário a um site, à primeira vista, idôneo e solicita que ele informe dados pessoais para ter acesso a algo.

Outro tipo de phishing muito comum está relacionado a operações bancárias, em que a vítima é levada a uma página que parece de seu banco para atualizar suas informações.

Ela acaba fornecendo seus dados bancários na ilusão de que, do contrário, não terá mais acesso a suas contas. Assim, o criminoso recebe todas as informações para utilizá-las como quiser.

Malware

O nome malware tem origem na junção das palavras malicious e software, o que já indica que é um software malicioso. Ele entra no computador ilicitamente, visando ou danificar o sistema ou roubar informações, sejam elas confidenciais ou não.

Tanto vírus quanto ramsonwares e spywares são considerados malwares, que poderiam ser vistos como um conjunto dessas práticas que comprometem o funcionamento dos dispositivos e a segurança da informação.

Mas vale ressaltar que nem todos os malwares são maliciosos, já que algumas empresas os utilizam para coletar informações sobre seus clientes para oferecer a eles publicidades mais direcionadas.

No entanto, é preciso ficar de olho, pois, quando for esse o caso, o malware pedirá autorização para ser instalado na máquina.

Engenharia social

Este risco está muito atrelado às empresas. Trata-se de pessoas com objetivos fraudulentos que se fazem passar por funcionários ou alguém ligado ao negócio para ter acesso às informações.

Por exemplo: alguém envia um e-mail a um colaborador se passando pelo presidente da empresa e começa a pedir ajuda em determinada questão, culminando até em transferências bancárias.

O phishing é uma ferramenta da engenharia social, que inclui ainda meios não digitais para ser realizada, como por meio de telefonemas.

Como vimos, são muitos os riscos à segurança da informação que uma empresa corre, e as consequências são extremamente negativas para quem é vítima deles.

Seja a perda de banco de dados ou a superexposição de informações internas ou de clientes, os prejuízos são financeiros, de imagem e de credibilidade perante o mercado.

Provavelmente, você não quer que isso aconteça com seu negócio, certo? Por isso, no próximo tópico, separamos algumas dicas para você garantir a segurança da informação na sua empresa.

Como garantir a segurança da informação em meu negócio?

São tantas as ameaças existentes que alguém pode até ficar totalmente desanimado, pensando que não há como se proteger efetivamente de todas elas. Só que isso não é verdade!

Existem algumas alternativas que, quando utilizadas, auxiliam bastante a proteger os dados das empresas, mantendo-a segura e menos exposta a hackers e programas maliciosos. Conheça-as a seguir.

Crie uma política de segurança da informação

O primeiro passo para as empresas é criar uma política de segurança da informação. Nela serão definidas as responsabilidades de cada um para garantir a segurança de dados.

Esse documento também determina as atitudes que garantem essa segurança, indicando boas práticas de conduta a todos os envolvidos e, com isso, deixando a atuação dos colaboradores homogênea nesse sentido.

Contrate um antivírus

O uso de antivírus já é tão difundido na sociedade que muitas pessoas físicas adquirem softwares desse tipo ou então instalam os gratuitos em seus computadores, tablets e até celulares.

Isso não é à toa! Os antivírus, quando de qualidade, estão sempre sendo atualizados pelos desenvolvedores, sendo capazes de proteger as máquinas de vírus antigos e novos.

Além disso, muitos antivírus atuais também já têm a capacidade de detectar invasores e riscos, como spyware e phishing, alertando o usuário antes que ele caia em algum golpe.

No caso de empresas, o ideal é contar com antivírus corporativos, que são mais efetivos para organizações do que os antivírus comuns do mercado, garantindo a alta disponibilidade dos sistemas.

Atualize softwares e drives

Muitos hackers se aproveitam de brechas de sistemas para invadi-los, e esses espaços podem ser encontrados em softwares e drives desatualizados.

É justamente em razão disso que as empresas estão sempre oferecendo atualizações para seus programas, como o próprio Windows, corrigindo potenciais falhas e dando maior segurança aos sistemas.

Assim, é essencial que os gestores de TI acompanhem essas atualizações para realizá-las nas máquinas da empresa e garantir a proteção dos dados e sistemas.

Controle o acesso aos dados

Este passo é fundamental para garantir a segurança dos dados das empresas. Nem todos os colaboradores precisam ter acesso a tudo, não é?

Geralmente as informações são divididas pelo interesse das áreas que necessitam utilizá-las. Assim, é importante que sua equipe de TI restrinja o acesso a quem realmente precisa dele.

Já imaginou se um funcionário, sem querer, excluir alguma informação importante de outra área? Pense no impacto interno e externo que isso pode causar!

Além disso, é válido criptografar dados estratégicos, cujo acesso só será realizado por quem tiver a chave de acesso privada determinada para o arquivo.

Faça backup constantemente

Erros – como a exclusão de um arquivo que não deveria ser deletado – são comuns de acontecer, mas estar prevenido contra eles é fundamental.

Uma saída é realizar backups constantemente, armazenando os dados em locais confiáveis e de fácil acesso às pessoas relacionadas a eles e autorizadas a obtê-los.

Uma boa opção para esse armazenamento dos dados é utilizar opções de nuvem, que já contam com serviços específicos que visam preservar a segurança das informações armazenadas.Como você viu, a segurança da informação é crucial para qualquer negócio, garantindo a proteção de dados internos e de clientes. Se você se interesse por mais temas ligados à tecnologia, não deixe de acessar nosso blog. Recomendamos a leitura: Arquitetura da Informação: impactando na experiência do usuário. Boa leitura!

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